Tuesday, August 24, 2010
Tuesday, August 17, 2010
Das tampas...
Parece que lhe dei a tampa mais simpática dos 23 anitos da sua vida, diz o rapaz é claro.
Que bom. Dou tampas simpáticas. É bom saber.
Ao menos fico contente por não deixar espaço para dúvidas. É que nem dou possibilidade de sonhar. Arrumo o assunto e amigos como dantes.
É mais saudável para todos.
Que bom. Dou tampas simpáticas. É bom saber.
Ao menos fico contente por não deixar espaço para dúvidas. É que nem dou possibilidade de sonhar. Arrumo o assunto e amigos como dantes.
É mais saudável para todos.
Sunday, August 15, 2010
Friday, August 13, 2010
Sexta-feira, 13
Já viram muitos gatinhos pretos hoje?
Já passaram debaixo de muitos escadotes?
Já abriram muitos guarda-chuvas em casa?
Vá lá, ainda vão a tempo!!
Lucky Friday 13th!
Já passaram debaixo de muitos escadotes?
Já abriram muitos guarda-chuvas em casa?
Vá lá, ainda vão a tempo!!
Lucky Friday 13th!
Uma Epifania...
Tive, por fim, uma revelação.
Se é verdade ou não, veremos.
Mas quero acreditar que, finalmente, compreendi-te.
Se é verdade ou não, veremos.
Mas quero acreditar que, finalmente, compreendi-te.
Wednesday, August 11, 2010
72 .º Volta a Portugal em Bicicleta?
É que nem se aproximam do sul...
Deve estar muito quente cá em baixo...
Ou então as fronteiras do nosso país foram redefinidas e eu não dei por isso...
Monday, August 09, 2010
Algo para pensar...
Tropecei num excerto de um texto de Miguel Esteves Cardoso que não podia deixar de partilhar...
"Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
"Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
Sunday, August 08, 2010
Tuesday, July 20, 2010
Saturday, July 17, 2010
Tuesday, July 13, 2010
Sunday, July 11, 2010
Thursday, July 08, 2010
Tuesday, July 06, 2010
Thursday, July 01, 2010
Coisas que uma professora pensa quando está a aplicar um teste difícil...
O que é melhor na vida?
Opção A:
- Trabalhar arduamente e alcançar os objectivos propostos.
Opção B:
- Esperar que a vida passe ao lado pois não vale a pena trabalhar. Haverá sempre um idiota que te alimente.
Eu estou claramente na opção A. Os meus alunos que, neste momento, estão a fazer um teste sobre Memorial do Convento e para o qual não estudaram rigorosamente nada, estão obviamente na opção B.
Adivinhem quem tem vida boa?
Pois...
Opção A:
- Trabalhar arduamente e alcançar os objectivos propostos.
Opção B:
- Esperar que a vida passe ao lado pois não vale a pena trabalhar. Haverá sempre um idiota que te alimente.
Eu estou claramente na opção A. Os meus alunos que, neste momento, estão a fazer um teste sobre Memorial do Convento e para o qual não estudaram rigorosamente nada, estão obviamente na opção B.
Adivinhem quem tem vida boa?
Pois...
Tuesday, June 29, 2010
Há tortilla para o jantar...
Agradeçam ao Queirós.
Ele é um porreiro, pá...
Para os nuestros hermanos, pois claro.
Ele é um porreiro, pá...
Para os nuestros hermanos, pois claro.
Monday, June 28, 2010
Era...
tão feliz até esta manhã, até ao momento em que voltei a ler a sms.
Só apetece dizer...
"F*****!"
Só apetece dizer...
"F*****!"
Sunday, June 27, 2010
E...
não é que a última mensagem coincidiu com o momento em que os Xutos cantavam...
O que foi não volta a ser...
Não volta mesmo. Se houver uma próxima vez, aviso que, para uma conversa, o telemóvel está fora de questão. Espero que compreendas o que isso significa.
Saturday, June 26, 2010
P.S. - Warning
I fear I'm becoming a little bit detached...
Falar de algo que nos magoa profundamente e não ficar minimamente perturbada parece ser um bom sinal disso.
Falar de algo que nos magoa profundamente e não ficar minimamente perturbada parece ser um bom sinal disso.
Reflexões de barriga vazia.
22 horas.
Estava a regressar a casa para jantar.
E lá estava ele, ao pé do Multibanco, o Z. L.. A minha primeira grande paixão que me torturou desde o 5.º até ao 11.º ano. Continua um rapaz bem constituido, como sempre foi. Mas hoje em dia vejo-o como um ser demasiado superficial. E talvez um pouco idiota. Quando recebeu o papel do Multibanco, soltou um "Yuppie" exagerado que se ouviu do outro lado da praça.
Ao abrir a porta de casa pensei, "Foi por isto que perdi tanto do meu tempo?"
Alguém me disse um dia, num tom de raiva contida "És a rainha das relações falhadas!"
Eu respondo, como posso ser rainha desse tipo em particular de relações se nunca tive numa?
É um facto, numa tive numa relação... séria por assim dizer.
É que não chegam sequer a começar. Este Z. L., deus físico e intelectual da minha turma e talvez da escola, nem sequer conseguia reconhecer-me como colega de turma, quanto mais como objecto de desejo. Mas foi assim que passei todos aqueles anos pois, para mim, bastava admirá-lo à distância.
E o outro? Bem, o outro...
Infelizmente, o meu maior defeito deve ser apaixonar-me pelas pessoas erradas, o que revela um certo gosto pelo sofrimento. Sim, deve ser isso.
Estava a regressar a casa para jantar.
E lá estava ele, ao pé do Multibanco, o Z. L.. A minha primeira grande paixão que me torturou desde o 5.º até ao 11.º ano. Continua um rapaz bem constituido, como sempre foi. Mas hoje em dia vejo-o como um ser demasiado superficial. E talvez um pouco idiota. Quando recebeu o papel do Multibanco, soltou um "Yuppie" exagerado que se ouviu do outro lado da praça.
Ao abrir a porta de casa pensei, "Foi por isto que perdi tanto do meu tempo?"
Alguém me disse um dia, num tom de raiva contida "És a rainha das relações falhadas!"
Eu respondo, como posso ser rainha desse tipo em particular de relações se nunca tive numa?
É um facto, numa tive numa relação... séria por assim dizer.
É que não chegam sequer a começar. Este Z. L., deus físico e intelectual da minha turma e talvez da escola, nem sequer conseguia reconhecer-me como colega de turma, quanto mais como objecto de desejo. Mas foi assim que passei todos aqueles anos pois, para mim, bastava admirá-lo à distância.
E o outro? Bem, o outro...
Infelizmente, o meu maior defeito deve ser apaixonar-me pelas pessoas erradas, o que revela um certo gosto pelo sofrimento. Sim, deve ser isso.
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