Sunday, July 11, 2010
Thursday, July 08, 2010
Tuesday, July 06, 2010
Thursday, July 01, 2010
Coisas que uma professora pensa quando está a aplicar um teste difícil...
O que é melhor na vida?
Opção A:
- Trabalhar arduamente e alcançar os objectivos propostos.
Opção B:
- Esperar que a vida passe ao lado pois não vale a pena trabalhar. Haverá sempre um idiota que te alimente.
Eu estou claramente na opção A. Os meus alunos que, neste momento, estão a fazer um teste sobre Memorial do Convento e para o qual não estudaram rigorosamente nada, estão obviamente na opção B.
Adivinhem quem tem vida boa?
Pois...
Opção A:
- Trabalhar arduamente e alcançar os objectivos propostos.
Opção B:
- Esperar que a vida passe ao lado pois não vale a pena trabalhar. Haverá sempre um idiota que te alimente.
Eu estou claramente na opção A. Os meus alunos que, neste momento, estão a fazer um teste sobre Memorial do Convento e para o qual não estudaram rigorosamente nada, estão obviamente na opção B.
Adivinhem quem tem vida boa?
Pois...
Tuesday, June 29, 2010
Há tortilla para o jantar...
Agradeçam ao Queirós.
Ele é um porreiro, pá...
Para os nuestros hermanos, pois claro.
Ele é um porreiro, pá...
Para os nuestros hermanos, pois claro.
Monday, June 28, 2010
Era...
tão feliz até esta manhã, até ao momento em que voltei a ler a sms.
Só apetece dizer...
"F*****!"
Só apetece dizer...
"F*****!"
Sunday, June 27, 2010
E...
não é que a última mensagem coincidiu com o momento em que os Xutos cantavam...
O que foi não volta a ser...
Não volta mesmo. Se houver uma próxima vez, aviso que, para uma conversa, o telemóvel está fora de questão. Espero que compreendas o que isso significa.
Saturday, June 26, 2010
P.S. - Warning
I fear I'm becoming a little bit detached...
Falar de algo que nos magoa profundamente e não ficar minimamente perturbada parece ser um bom sinal disso.
Falar de algo que nos magoa profundamente e não ficar minimamente perturbada parece ser um bom sinal disso.
Reflexões de barriga vazia.
22 horas.
Estava a regressar a casa para jantar.
E lá estava ele, ao pé do Multibanco, o Z. L.. A minha primeira grande paixão que me torturou desde o 5.º até ao 11.º ano. Continua um rapaz bem constituido, como sempre foi. Mas hoje em dia vejo-o como um ser demasiado superficial. E talvez um pouco idiota. Quando recebeu o papel do Multibanco, soltou um "Yuppie" exagerado que se ouviu do outro lado da praça.
Ao abrir a porta de casa pensei, "Foi por isto que perdi tanto do meu tempo?"
Alguém me disse um dia, num tom de raiva contida "És a rainha das relações falhadas!"
Eu respondo, como posso ser rainha desse tipo em particular de relações se nunca tive numa?
É um facto, numa tive numa relação... séria por assim dizer.
É que não chegam sequer a começar. Este Z. L., deus físico e intelectual da minha turma e talvez da escola, nem sequer conseguia reconhecer-me como colega de turma, quanto mais como objecto de desejo. Mas foi assim que passei todos aqueles anos pois, para mim, bastava admirá-lo à distância.
E o outro? Bem, o outro...
Infelizmente, o meu maior defeito deve ser apaixonar-me pelas pessoas erradas, o que revela um certo gosto pelo sofrimento. Sim, deve ser isso.
Estava a regressar a casa para jantar.
E lá estava ele, ao pé do Multibanco, o Z. L.. A minha primeira grande paixão que me torturou desde o 5.º até ao 11.º ano. Continua um rapaz bem constituido, como sempre foi. Mas hoje em dia vejo-o como um ser demasiado superficial. E talvez um pouco idiota. Quando recebeu o papel do Multibanco, soltou um "Yuppie" exagerado que se ouviu do outro lado da praça.
Ao abrir a porta de casa pensei, "Foi por isto que perdi tanto do meu tempo?"
Alguém me disse um dia, num tom de raiva contida "És a rainha das relações falhadas!"
Eu respondo, como posso ser rainha desse tipo em particular de relações se nunca tive numa?
É um facto, numa tive numa relação... séria por assim dizer.
É que não chegam sequer a começar. Este Z. L., deus físico e intelectual da minha turma e talvez da escola, nem sequer conseguia reconhecer-me como colega de turma, quanto mais como objecto de desejo. Mas foi assim que passei todos aqueles anos pois, para mim, bastava admirá-lo à distância.
E o outro? Bem, o outro...
Infelizmente, o meu maior defeito deve ser apaixonar-me pelas pessoas erradas, o que revela um certo gosto pelo sofrimento. Sim, deve ser isso.
Friday, June 18, 2010
1922 - 2010
"Era uma vez um rei que fez uma promessa de levantar um
convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez
um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que
queria voar e morreu doido.Era uma vez."
Memorial do Convento
Já...
passaram 4 meses...
Ainda dou por mim a chorar sem dar por isso...
Fiz questão em entrar naquele sítio, todos os dias, e ver onde tudo aconteceu. A cabana está agora cheia de fardos. Talvez agora consiga distanciar-me daquela imagem.
Talvez...
Ando cansada, demasiado cansada, como todos vocês por este mundo. Esta altura do ano é sempre complicada mas tenho razões acrescidas este ano. As minhas responsabilidades profissionais aumentaram, tenho um mestrado para terminar e a morte do meu avô acabou por complicar um quotidiano que já não era fácil.
Já era o braço direito da minha mãe. Agora também sou o braço direito do meu pai. Não há mais ninguém que o possa ajudar nas tarefas mais pesadas.
Mas já estou a recomeçar a minha vida. Isso são boas notícias. Estou a terminar este ano lectivo maravilhoso. Já tratei da minha avaliação. Agora preciso de umas boas horas de sono e dedicar-me finalmente à tese.
Agora só peço uns momentos de tranquilidade...
Por favor.
Ainda dou por mim a chorar sem dar por isso...
Fiz questão em entrar naquele sítio, todos os dias, e ver onde tudo aconteceu. A cabana está agora cheia de fardos. Talvez agora consiga distanciar-me daquela imagem.
Talvez...
Ando cansada, demasiado cansada, como todos vocês por este mundo. Esta altura do ano é sempre complicada mas tenho razões acrescidas este ano. As minhas responsabilidades profissionais aumentaram, tenho um mestrado para terminar e a morte do meu avô acabou por complicar um quotidiano que já não era fácil.
Já era o braço direito da minha mãe. Agora também sou o braço direito do meu pai. Não há mais ninguém que o possa ajudar nas tarefas mais pesadas.
Mas já estou a recomeçar a minha vida. Isso são boas notícias. Estou a terminar este ano lectivo maravilhoso. Já tratei da minha avaliação. Agora preciso de umas boas horas de sono e dedicar-me finalmente à tese.
Agora só peço uns momentos de tranquilidade...
Por favor.
Tuesday, June 15, 2010
Weekend...
Fora do circuito normal...
E que bem que soube...
Algarve...
Duas gajas...
Muita cerveja...
Muita coisa falar e desabafar...
Enfim, foi fantástico.
Estava mesmo a precisar de mudar de ambiente...
4 meses...
E que bem que soube...
Algarve...
Duas gajas...
Muita cerveja...
Muita coisa falar e desabafar...
Enfim, foi fantástico.
Estava mesmo a precisar de mudar de ambiente...
4 meses...
Friday, June 11, 2010
Thursday, June 10, 2010
Sunday, June 06, 2010
A...
...redescobrir lentamente as coisas simples da vida.
Estava mesmo a precisar de uma noite como a de ontem.
Obrigada.
Estava mesmo a precisar de uma noite como a de ontem.
Obrigada.
Friday, June 04, 2010
Porque...
... é que eu não posso ser como todas as outras?
Pergunta da treta a um sexta-feira, após um dia inteiro de aulas, após um feriado, após as conversas transcendentes do M., após saber quando vou ser avaliada, após perceber que não iria conseguir entregar o relatório hoje, após brincar com os Bs, após aturar o 3.º, após...
Após tudo isto...
É só esta m**** de pergunta que me vem à cabeça!
Pergunta da treta a um sexta-feira, após um dia inteiro de aulas, após um feriado, após as conversas transcendentes do M., após saber quando vou ser avaliada, após perceber que não iria conseguir entregar o relatório hoje, após brincar com os Bs, após aturar o 3.º, após...
Após tudo isto...
É só esta m**** de pergunta que me vem à cabeça!
Sunday, May 30, 2010
Das amizades...
Há quanto tempo que eu andava para responder a este post tão profundo de um blog que eu gosto imenso de seguir...
http://sitio-acolhedor.blogspot.com/2010/05/das-amizades.html
Sabes A.? Não tenho tido tempo para nada mas a verdade é que quando visito o teu blog, consigo sempre animar-me com as tuas palavras... Mesmo que estejas a desabafar acerca de um dia mau... Sinto, naquele momento, que não estou só.
Ora bem... O fundamento deste post...
O que é a amizade afinal?
Há 10 anos atrás, não sabia muito bem o que era e estou desconfiada que hoje em dia ainda não sei...
Desde sempre que me lembro de desejar ter imensos amigos. Depois fui compreendendo que nem sempre podemos considerar amigos todos aqueles que nos rodeiam...
Quando entrei para o 5.º ano acreditava que tinha muito amigos. Até que um dia fui vítima de bullying por grande parte da minha turma... E deixe-me ser essa vítima durante 5 anos. E quando queria lutar e impor-me, acabei por ver que só poderia ser a Mila, em casa, refugiada entre 4 paredes. Hoje acredito que podia ter sido pior. Podia ter sido violada, podia ter sido espancada mais vezes... Podia...
Desses tempo restaram três colegas, quase amigas, que se afastavam estrategicamente de mim quando estava na hora de ser espancada e humilhada. Amigas, pois...
E, apesar de lutar contra isto, fechei-me ao mundo. Passei a desconfiar de tudo e todos. Aprendi, da pior forma, que não podia confiar os meus segredos a ninguém.
E passei muitos anos a acreditar que a culpa era minha, que não era suficiente boa, bonita ou interessante para estar com aquelas pessoas... E, no fundo, para estar com ninguém.
No 9.º ano houve uma mudança. Dentro da mesma escola, conheci pessoas maravilhosas que, ainda hoje, são muito importantes na minha vida. Comecei a libertar-me nessa altura.
Depois entrei na Universidade. Vi-me no meio de um grupo de pessoas diferentes mas que me aceitaram tal como eu era, mesmo sem me conhecerem. Soube aí que tinha amigos. E acreditei que aquelas pessoas seriam minha amigas para sempre.
E ajudei, partilhei, chorei, amei, acarinhei, aconselhei, protegi aqueles amigos, o melhor que pude. Independentemente do que tive em troca.
Foram tempos maravilhosos. Senti-me bem. Senti-me acarinhada por mais alguém, sem ser a minha família.
E, entretanto, chegou o momento de dizer adeus de uma convivência diária. Tive receio mas acreditei que pouco ia mudar.
Mas mudou.
Não existe tanto contacto com algumas pessoas mas, a verdade é que quando nos encontramos, a amizade continua lá. Mas, para este grupo de pessoas, nunca me passou pela cabeça que fosse diferente.
Outras pessoas mantiveram-se comigo, com a mesma força e amizade que demonstraram ao longo do curso. E eu tento estar lá para estas pessoas... (Obrigada L.E., és o maior.)
No entanto, surgiram surpresas desagradáveis ao longo do caminho. Considerei durante muito tempo o G. e o L., como fazendo parte do grupo restrito (muito restrito) dos meus melhores amigos.
Houve quem entrasse em pânico por lhe parecer uma despedida quase definitiva. E lembro-me de dizer a essa pessoa (o L.) que se acalmasse, que tudo iria correr bem e que nós continuariamos tão amigos como dantes. Dois anos depois, arranja uma discussão imensa no dia em que ia celebrar com os meus amigos o meu aniversário e desaparece da minha vida. Isto foi há quase um ano. Custou-me muito no início, confesso, até que porque confiava nele. Mas finalmente compreendi que eu já não era adequada para o seu novo estilo de vida.
O G., bem... A história foi mais complicada. Basta dizer que sacrifiquei muito por uma amizade em que acreditei mas que, na verdade, nunca existiu. Ao que parece, também já não sou adequada para sua vida.
Não é possível manter todas as pessoas na nossa vida. Muitas vezes temos de as deixar partir de forma seguirem com as suas vidas. Mas desejo sempre que se despeçam, não que desapareçam sem deixar rasto.
Tenho saudades de todas estas pessoas. Sei que tenho descurado as pessoas que ainda me são próximas. Sei que tenho de voltar à luz do dia. Mas este último ano da minha vida tem sido demasiado complicado. Voltei a sentir-me totalmente só, no meio da multidão e isso é o que é mais desconcertante para mim.
Vou ter sempre problemas de confiança e de auto-estima. Vou sempre menosprezar-me e considerar-me inferior. Vou sempre olhar criticamente para tudo aquilo que faço. Sou assim. Mas vou confiando nos meus poucos amigos para me ajudarem.
Porque, uma coisa é certa, também lá vou estar para fazer tudo por tudo para que sejam felizes. Isso, para mim, é a grande lição que aprendi acerca da amizade: Custe o que custar, deves ajudar o teu amigo a alcançar a sua felicidade.
P.S. - Talvez, daqui a 10 anos, não esteja tão amargurada com vida e consiga ter uma perspectiva mais positiva.
http://sitio-acolhedor.blogspot.com/2010/05/das-amizades.html
Sabes A.? Não tenho tido tempo para nada mas a verdade é que quando visito o teu blog, consigo sempre animar-me com as tuas palavras... Mesmo que estejas a desabafar acerca de um dia mau... Sinto, naquele momento, que não estou só.
Ora bem... O fundamento deste post...
O que é a amizade afinal?
Há 10 anos atrás, não sabia muito bem o que era e estou desconfiada que hoje em dia ainda não sei...
Desde sempre que me lembro de desejar ter imensos amigos. Depois fui compreendendo que nem sempre podemos considerar amigos todos aqueles que nos rodeiam...
Quando entrei para o 5.º ano acreditava que tinha muito amigos. Até que um dia fui vítima de bullying por grande parte da minha turma... E deixe-me ser essa vítima durante 5 anos. E quando queria lutar e impor-me, acabei por ver que só poderia ser a Mila, em casa, refugiada entre 4 paredes. Hoje acredito que podia ter sido pior. Podia ter sido violada, podia ter sido espancada mais vezes... Podia...
Desses tempo restaram três colegas, quase amigas, que se afastavam estrategicamente de mim quando estava na hora de ser espancada e humilhada. Amigas, pois...
E, apesar de lutar contra isto, fechei-me ao mundo. Passei a desconfiar de tudo e todos. Aprendi, da pior forma, que não podia confiar os meus segredos a ninguém.
E passei muitos anos a acreditar que a culpa era minha, que não era suficiente boa, bonita ou interessante para estar com aquelas pessoas... E, no fundo, para estar com ninguém.
No 9.º ano houve uma mudança. Dentro da mesma escola, conheci pessoas maravilhosas que, ainda hoje, são muito importantes na minha vida. Comecei a libertar-me nessa altura.
Depois entrei na Universidade. Vi-me no meio de um grupo de pessoas diferentes mas que me aceitaram tal como eu era, mesmo sem me conhecerem. Soube aí que tinha amigos. E acreditei que aquelas pessoas seriam minha amigas para sempre.
E ajudei, partilhei, chorei, amei, acarinhei, aconselhei, protegi aqueles amigos, o melhor que pude. Independentemente do que tive em troca.
Foram tempos maravilhosos. Senti-me bem. Senti-me acarinhada por mais alguém, sem ser a minha família.
E, entretanto, chegou o momento de dizer adeus de uma convivência diária. Tive receio mas acreditei que pouco ia mudar.
Mas mudou.
Não existe tanto contacto com algumas pessoas mas, a verdade é que quando nos encontramos, a amizade continua lá. Mas, para este grupo de pessoas, nunca me passou pela cabeça que fosse diferente.
Outras pessoas mantiveram-se comigo, com a mesma força e amizade que demonstraram ao longo do curso. E eu tento estar lá para estas pessoas... (Obrigada L.E., és o maior.)
No entanto, surgiram surpresas desagradáveis ao longo do caminho. Considerei durante muito tempo o G. e o L., como fazendo parte do grupo restrito (muito restrito) dos meus melhores amigos.
Houve quem entrasse em pânico por lhe parecer uma despedida quase definitiva. E lembro-me de dizer a essa pessoa (o L.) que se acalmasse, que tudo iria correr bem e que nós continuariamos tão amigos como dantes. Dois anos depois, arranja uma discussão imensa no dia em que ia celebrar com os meus amigos o meu aniversário e desaparece da minha vida. Isto foi há quase um ano. Custou-me muito no início, confesso, até que porque confiava nele. Mas finalmente compreendi que eu já não era adequada para o seu novo estilo de vida.
O G., bem... A história foi mais complicada. Basta dizer que sacrifiquei muito por uma amizade em que acreditei mas que, na verdade, nunca existiu. Ao que parece, também já não sou adequada para sua vida.
Não é possível manter todas as pessoas na nossa vida. Muitas vezes temos de as deixar partir de forma seguirem com as suas vidas. Mas desejo sempre que se despeçam, não que desapareçam sem deixar rasto.
Tenho saudades de todas estas pessoas. Sei que tenho descurado as pessoas que ainda me são próximas. Sei que tenho de voltar à luz do dia. Mas este último ano da minha vida tem sido demasiado complicado. Voltei a sentir-me totalmente só, no meio da multidão e isso é o que é mais desconcertante para mim.
Vou ter sempre problemas de confiança e de auto-estima. Vou sempre menosprezar-me e considerar-me inferior. Vou sempre olhar criticamente para tudo aquilo que faço. Sou assim. Mas vou confiando nos meus poucos amigos para me ajudarem.
Porque, uma coisa é certa, também lá vou estar para fazer tudo por tudo para que sejam felizes. Isso, para mim, é a grande lição que aprendi acerca da amizade: Custe o que custar, deves ajudar o teu amigo a alcançar a sua felicidade.
P.S. - Talvez, daqui a 10 anos, não esteja tão amargurada com vida e consiga ter uma perspectiva mais positiva.
Friday, May 21, 2010
Friday, May 14, 2010
Thursday, May 13, 2010
Wednesday, May 05, 2010
É que...
já não era humilhada assim há muito tempo...
E não gostei nem um pouco. Aceito o sermão quando a culpa é minha. Mas hoje...
Podes fazer 9.999 coisas muito bem mas se fazes uma mal... Lá se vai tudo o resto.
Ainda é quarta-feira, já estou cansada como tudo, não tenho tempo de preparar aulas, vou ser avaliada em breve, ando a desperdiçar horas úteis de aulas fantasma porque os meninos então em actividades, tenho módulos para terminar, faltas para retirar, testes para fazer, fico horas a mais para ajudar, sou a primeira a chegar e a última a sair, entrego tudo a horas e trato todos com imenso respeito...
e depois sou tratada como uma miúda de 10 anos?!
F*****!
Que venha o amanhã porque de hoje não quero bis de maneira nenhuma...
P.S. - Tenho de agradecer às minhas meninas de A. I.... Dedicaram-me uma música e quase puseram aqui a orientadora educativa a chorar... Que vergonha meninas!
E não gostei nem um pouco. Aceito o sermão quando a culpa é minha. Mas hoje...
Podes fazer 9.999 coisas muito bem mas se fazes uma mal... Lá se vai tudo o resto.
Ainda é quarta-feira, já estou cansada como tudo, não tenho tempo de preparar aulas, vou ser avaliada em breve, ando a desperdiçar horas úteis de aulas fantasma porque os meninos então em actividades, tenho módulos para terminar, faltas para retirar, testes para fazer, fico horas a mais para ajudar, sou a primeira a chegar e a última a sair, entrego tudo a horas e trato todos com imenso respeito...
e depois sou tratada como uma miúda de 10 anos?!
F*****!
Que venha o amanhã porque de hoje não quero bis de maneira nenhuma...
P.S. - Tenho de agradecer às minhas meninas de A. I.... Dedicaram-me uma música e quase puseram aqui a orientadora educativa a chorar... Que vergonha meninas!
Thursday, April 15, 2010
Tuesday, April 06, 2010
Monday, April 05, 2010
Sunday, April 04, 2010
Lembra-te...
Quando, um dia, finalmente reconsiderares as tuas palavras amargas e o teu comportamento...
eu já cá não estarei para te ouvir...
Usaste-me tempo suficiente, digo eu.
eu já cá não estarei para te ouvir...
Usaste-me tempo suficiente, digo eu.
Monday, March 29, 2010
Monday, March 22, 2010
Foi...
um fim-de-semana terrivelmente complicado...
Sinto-me completamente esgotada ao ponto de não sentir rigorosamente nada... Sou, neste momento uma máquina que opera em modo automático porque assim tem de ser e é assim que me consigo aguentar... porque o trabalho e os miúdos são mais importantes do que a minha imensa dor... porque eles não tem culpa. Sinto que coloco uma máscara no início de cada semana... A Mila sorridente, professora e orientadora que aguenta as pancadas e ata as pontas soltas... A Mila filha, que dá apoio aos pais quando eles se vão a baixo... Diria a Mila amiga mas acho que essa, neste momento, encontra-se offline... Mas quando chega o fim-de-semana as máscaras caem e o que fica não é bom...
Disse ontem ao A. que não sou grande companhia neste momentos, em períodos de lazer e é bem verdade...
Desculpa Ana por ainda não ter actualizados o meu cantinho com os teus miminhos...
Melhores dias virão. Espero eu... Estou mesmo a precisar de uma pausa.
Sunday, March 14, 2010
Irrita-me...
Irrita-me...
- que repitam a mesma coisa n vezes.
- o cheiro a fritos pela manhã.
- um grande sorriso amarelo.
- que me mintam, sabendo a verdade.
- o cantar da pega.
- acumular trabalho.
- trancar testes.
- perguntas parvas.
- perguntas desnecessárias.
- cair.
- escorregar.
- gritar.
- pessoas preguiçosas.
- dinheiro fácil.
- pessoas falsas e hipócritas (e destas tenho encontrado muito ultimamente).
- que os homens tenham medo de perder a sua masculinidade quando estão perto de mim.
- pessoas que dependem totalmente de outras (não porque não doentes mas porque não sabem viver de outra forma).
- tocar no algodão.
- tocar na esponja.
- alguém que pensa que sabe cantar ou tocar (LOL! Tu sabes tocar.).
- pensarem que sou feita de aço ou outra matéria semelhante.
- que pensem que sou alguma conselheira matrimonial.
- pessoas com ar de pena quando digo que não tenho namorado.
(lol... pausa para sair... continuando...)
- ainda não ter conseguido terminar as minhas histórias.
- que só tenha 10 páginas da tese.
- abelhas.
- o tuga a conduzir com uns copitos a mais, à sexta-feira à tarde.
- as tonturas.
- um objecto fora do lugar.
- lavar o carro.
- não conduzir durante dois dias.
- os buracos na estrada.
- acordar tarde.
- esquecer-me de algo.
- chegar atrasada.
- ver novelas.
- que criem histórias acerca da minha vida.
- que não possa ir ao monte todos os dias.
- que tenha várias reuniões por semana.
- não ter espaço para guardar todos os meus livros.
- recordar episódios dos 5 anos em que fui vítima de bullying.
- ter confiado cegamente em algumas pessoas.
- que ignorem os meus sentimentos.
- sentir-me só.
- escrever com canetas finas.
- já não ter tempo ou inspiração para desenhar.
- a TVI.
- passar a ferro.
- os anos 80.
- não ter toner na impressora.
- pensar que não sirvo para nada.
- ter pena de mim mesma.
- menosprezar-me constantemente.
- mas acima de tudo irrita-me irritar-me...
Bem, que longa lista!
- que repitam a mesma coisa n vezes.
- o cheiro a fritos pela manhã.
- um grande sorriso amarelo.
- que me mintam, sabendo a verdade.
- o cantar da pega.
- acumular trabalho.
- trancar testes.
- perguntas parvas.
- perguntas desnecessárias.
- cair.
- escorregar.
- gritar.
- pessoas preguiçosas.
- dinheiro fácil.
- pessoas falsas e hipócritas (e destas tenho encontrado muito ultimamente).
- que os homens tenham medo de perder a sua masculinidade quando estão perto de mim.
- pessoas que dependem totalmente de outras (não porque não doentes mas porque não sabem viver de outra forma).
- tocar no algodão.
- tocar na esponja.
- alguém que pensa que sabe cantar ou tocar (LOL! Tu sabes tocar.).
- pensarem que sou feita de aço ou outra matéria semelhante.
- que pensem que sou alguma conselheira matrimonial.
- pessoas com ar de pena quando digo que não tenho namorado.
(lol... pausa para sair... continuando...)
- ainda não ter conseguido terminar as minhas histórias.
- que só tenha 10 páginas da tese.
- abelhas.
- o tuga a conduzir com uns copitos a mais, à sexta-feira à tarde.
- as tonturas.
- um objecto fora do lugar.
- lavar o carro.
- não conduzir durante dois dias.
- os buracos na estrada.
- acordar tarde.
- esquecer-me de algo.
- chegar atrasada.
- ver novelas.
- que criem histórias acerca da minha vida.
- que não possa ir ao monte todos os dias.
- que tenha várias reuniões por semana.
- não ter espaço para guardar todos os meus livros.
- recordar episódios dos 5 anos em que fui vítima de bullying.
- ter confiado cegamente em algumas pessoas.
- que ignorem os meus sentimentos.
- sentir-me só.
- escrever com canetas finas.
- já não ter tempo ou inspiração para desenhar.
- a TVI.
- passar a ferro.
- os anos 80.
- não ter toner na impressora.
- pensar que não sirvo para nada.
- ter pena de mim mesma.
- menosprezar-me constantemente.
- mas acima de tudo irrita-me irritar-me...
Bem, que longa lista!
Prémio Blog com amor

Ai, desculpa, desculpa!
Este agradecimento peca por tardio!
Recebi o selo e aqui o ostento com muito orgulho. Animou-me. Obrigada!
Já não está tudo tão negro... Vá um cinzentinho...
Obrigada!
E não se esqueçam de visitar http://sitio-acolhedor.blogspot.com
Esta rapariga é demais! Obrigada Ana, estava mesmo a precisar...
Saturday, March 06, 2010
Wednesday, February 17, 2010
É uma tristeza e um vazio imenso.
Fecho os olhos e vejo-o lá, um corpo suspenso sem vida.
Chorei até não ter mais forças e depois continuei a chorar.
Sei que partiu para sempre e agora só me resta aceitar. Foi a morte que escolheu.
Fica a profunda tristeza mas também uma imensa saudade e maravilhosas recordações.
Fica um abraço bem forte para os que me apoiaram neste momento tão difícil.
Obrigada.
Até sempre Avô.
(19/12/1922 - 15/2/2010)
Sunday, February 14, 2010
Saturday, February 06, 2010
Thursday, February 04, 2010
Wednesday, February 03, 2010
Sunday, January 31, 2010
Wednesday, January 27, 2010
Tuesday, January 26, 2010
Tuesday, January 19, 2010
Saturday, January 16, 2010
Tuesday, January 05, 2010
New things. Old tricks.
I have to deal with people everyday but I confess I'm getting really, I mean, really tired...
The purity of feelings is gone.
Everyone wants a piece of you. Everyone wants to use you.
And then...
When I'm no longer useful it's time to throw away...
Like an empty can of coke.
Just like than.
Well then, don't mind if I start doing the same...
Saturday, January 02, 2010
Friday, January 01, 2010
2010
Feliz ano novo!
Que o novo ano seja infinitamente melhor que o que ficou para trás...
2009 foi difícil, muito difícil. Agora só me resta a esperança de que este será bem melhor.
Acima e apesar de tudo, desejo-vos muita paz e felicidade.
Vamos recomeçar.
Que o novo ano seja infinitamente melhor que o que ficou para trás...
2009 foi difícil, muito difícil. Agora só me resta a esperança de que este será bem melhor.
Acima e apesar de tudo, desejo-vos muita paz e felicidade.
Vamos recomeçar.
Tuesday, December 22, 2009
Tuesday, December 15, 2009
Thursday, December 10, 2009
Friday, December 04, 2009
Monday, November 30, 2009
Wednesday, November 25, 2009
Friday, November 20, 2009
Uma sexta daquelas...
Andamos sempre à procura de algo e nem apercebemos que já temos o que precisamos para sermos felizes.
Essa busca conduz-nos, invariavelmente, a um vazio.
É a verdade.
Lamento as esolhas que fiz. Lamento ter apoiado as pessoas que apoiei, pessoas que não merecem agora nem sequer o meu respeito ou o meu pensamento.
Para uma flor crescer na sua plenitude há que cuidar dela, tratá-la, regá-la e retirar as ervas daninhas. É o que farei daqui para a frente.
Só merece o meu amor e respeito quem me ama e me respeita.
Assim é a vida.
Assim é a vida.
Wednesday, November 18, 2009
Tuesday, November 17, 2009
Mais de um mês passou...
Mais de um mês passou.
Tem sido uma experiência fantástica.
Os meus dias são agora repletos não de pequenos seres gritantes, de "colegas" que são tudo menos colegas, de viagens alucinantes de 15 minutos.
Não tenho menos trabalho. Não é verdade.
Agora, apenas está concentrado num só sítio.
Os meus colegas receberam bem.
Agora estou rodeada por "meninos" com o dobro do meu tamanho. Problemas diferentes, atitudes não muito diferentes dos anteriores. Mas gosto deles, mesmo daqueles que já convidei para sair da sala. Mesmo esses.
Sou responsável por 10 turmas, distribuidas por duas disciplinas. Desempenho o cargo de directora de turma de uma delas. Tenho crises nervosas e crises de choro para resolver, orelhas para puxar, sermões para distribuir. Mas tudo isto faz parte. E acredito que posso deixar algo neles para amanhã.
Tenho muito para fazer e preparar mas penso que me adaptei muito melhor do que aquilo que estava à espera. É bom.
Tem sido uma experiência fantástica.
Os meus dias são agora repletos não de pequenos seres gritantes, de "colegas" que são tudo menos colegas, de viagens alucinantes de 15 minutos.
Não tenho menos trabalho. Não é verdade.
Agora, apenas está concentrado num só sítio.
Os meus colegas receberam bem.
O ambiente aqui é quase familiar. Todos se conhecem. O ambiente vivido na sala de professores é fantástico. Nada tem a ver com o actual ambiente vivido numa escola público. Só por isso, dou graças.
Agora estou rodeada por "meninos" com o dobro do meu tamanho. Problemas diferentes, atitudes não muito diferentes dos anteriores. Mas gosto deles, mesmo daqueles que já convidei para sair da sala. Mesmo esses.
Sou responsável por 10 turmas, distribuidas por duas disciplinas. Desempenho o cargo de directora de turma de uma delas. Tenho crises nervosas e crises de choro para resolver, orelhas para puxar, sermões para distribuir. Mas tudo isto faz parte. E acredito que posso deixar algo neles para amanhã.
Tenho muito para fazer e preparar mas penso que me adaptei muito melhor do que aquilo que estava à espera. É bom.
Friday, November 06, 2009
Thursday, November 05, 2009
Tuesday, November 03, 2009
Wednesday, October 28, 2009
Best of Friedrich Nietzsche
"When you look into an abyss, the abyss also looks into you."
"There are no facts, only interpretations."
"Hope in reality is the worst of all evils because it prolongs the torments of man."
"The most common lie is that which one lies to himself; lying to others is relatively an exception."
"Whatever is done for love always occurs beyond good and evil."
"There are no facts, only interpretations."
"Hope in reality is the worst of all evils because it prolongs the torments of man."
"The most common lie is that which one lies to himself; lying to others is relatively an exception."
"Whatever is done for love always occurs beyond good and evil."
Saturday, October 24, 2009
1.ª Carta aos Coríntios - Cântico de Amor
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um
bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé
que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como um espelho,
de maneira difusa;
depois, veremos face-a-face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor,
mas a maior de todas é o amor.
Wednesday, October 21, 2009
Sunday, October 18, 2009
Saturday, October 10, 2009
Thursday, October 08, 2009
Saturday, October 03, 2009
Thursday, October 01, 2009
Thursday, September 24, 2009
Wednesday, September 23, 2009
Encontrei a Inês ontem.
Ou melhor, ela é que me encontrou.
Agarrou-se à minha cintura mesmo sendo uma lembrança de um passado não muito distante.
Exibia um enorme sorriso. Era contagiante a sua felicidade.
Tem o cabelo mais curto agora. As suas roupas estavam limpas e pareceu-me bem mais saudável.
Fiquei feliz por a ver.
Ou melhor, ela é que me encontrou.
Agarrou-se à minha cintura mesmo sendo uma lembrança de um passado não muito distante.
Exibia um enorme sorriso. Era contagiante a sua felicidade.
Tem o cabelo mais curto agora. As suas roupas estavam limpas e pareceu-me bem mais saudável.
Nenhuma criança deve passar pelo que ela passou.
Fiquei feliz por a ver.
Amor procura-se...
É favor enviar CV para rigorosa análise.
*inserir chibi mila a escangalhar-se a rir*
*inserir chibi mila a escangalhar-se a rir*
Monday, September 21, 2009
Não é por nada...
Mas estou realmente ficar farta desta campanha eleitoral...
E só pergunto: o que virá amanhã?
Sunday, September 20, 2009
Monday, September 14, 2009
Friday, September 11, 2009
Friday, September 04, 2009
Tuesday, September 01, 2009
Have you thought about it?
"Ancient Egyptians believed that upon death they would be asked two questions and their answers would determine whether they could continue their journey in the afterlife.
The first question was, 'Did you bring joy?'
The second was, 'Did you find joy?'"
Well...
Did you?
The first question was, 'Did you bring joy?'
The second was, 'Did you find joy?'"
Well...
Did you?
Thursday, August 27, 2009
Thursday, August 20, 2009
Wednesday, August 12, 2009
Wednesday, August 05, 2009
Friday, July 31, 2009
The day after B-day.
Um quarto de século.
Já vi algumas coisas, já vivi outras. Não tudo o que quero. Lá chegarei.
Tenho tempo. Todo o tempo que este mundo me dispensar. Não precisarei de mais.
Se estou onde tinha planeado estar quando tinha 15 anos?
Não.
Se estou melhor ou pior? Diria melhor em alguns aspectos.
Noutros tenho levado o meu tempo a assimilar.
Continuo um pouco ingénua. Ainda tenho uma péssima auto-imagem. Sou demasiado paciente. Ainda não me sinto bem lá fora. Sou teimosa quanto baste e demasiado conformista.
Vivo pelos meus princípios e, apesar de não me ajudarem em nada ao longo da vida, permitem que durma descansada.
Enfim...
Ainda lido mal com as entradas e as saídas. As pessoas entram e saem das nossas vidas sem que nós tenhamos oportunidade de controlar o que se passa. Gostariamos que ter forças o suficiente para as manter mas todos nós chegamos a um ponto em que sabemos, lá no fundo, que está na hora de dizer adeus.
As circunstâncias mudam. É necessário lidar com as consequências. Deixem cada um seguir o seu caminho.
A todos os que fizeram anos no magnífico dia 30, muitos parabéns!
A todos os que estiveram lá para mim, muito obrigada. O vosso carinho comove-me e torna-me ainda mais humilde. Faz-me lembrar o que é importante.
À minha pequena mas acolhedora família, adorei, adoro e continuarei a adorar-vos para sempre.
Este post é consequência de B-day Blues.
Remember. It can't rain forever.
Já vi algumas coisas, já vivi outras. Não tudo o que quero. Lá chegarei.
Tenho tempo. Todo o tempo que este mundo me dispensar. Não precisarei de mais.
Se estou onde tinha planeado estar quando tinha 15 anos?
Não.
Se estou melhor ou pior? Diria melhor em alguns aspectos.
Noutros tenho levado o meu tempo a assimilar.
Continuo um pouco ingénua. Ainda tenho uma péssima auto-imagem. Sou demasiado paciente. Ainda não me sinto bem lá fora. Sou teimosa quanto baste e demasiado conformista.
Vivo pelos meus princípios e, apesar de não me ajudarem em nada ao longo da vida, permitem que durma descansada.
Enfim...
Ainda lido mal com as entradas e as saídas. As pessoas entram e saem das nossas vidas sem que nós tenhamos oportunidade de controlar o que se passa. Gostariamos que ter forças o suficiente para as manter mas todos nós chegamos a um ponto em que sabemos, lá no fundo, que está na hora de dizer adeus.
As circunstâncias mudam. É necessário lidar com as consequências. Deixem cada um seguir o seu caminho.
A todos os que fizeram anos no magnífico dia 30, muitos parabéns!
A todos os que estiveram lá para mim, muito obrigada. O vosso carinho comove-me e torna-me ainda mais humilde. Faz-me lembrar o que é importante.
À minha pequena mas acolhedora família, adorei, adoro e continuarei a adorar-vos para sempre.
Este post é consequência de B-day Blues.
Remember. It can't rain forever.
Tuesday, July 28, 2009
Thursday, July 23, 2009
Exercício N.º 4
O Conflito – Exercício de reescrita
Era um líder. Era um líder para os homens.
Mas era apenas um homem.
E, naquele momento, tudo lhe pareceu demasiado absurdo. Sentiu-se subitamente pesado. A farda, outrora nova e resplandecente com as insígnias douradas, era agora um conjunto de trapos, velhos e sujos, salpicados de sangue.
E inalou profundamente.
O cheiro a corpos carbonizados e a sangue era familiar. Mas tal não significava que já se habituara àquele cheiro decrépito da decadência humana.
Ouviu passos hesitantes. Nem se importou em erguer a sua cabeça. Toda aquela rotina hierárquica era demasiado extenuante naquele momento.
- Meu comandante.
- Diz rapaz.
- Aguardamos ordens.
- Ordens? – perguntou numa voz quase apagada longe daquela voz profunda e corajosa que utilizara aquando no início da batalha.
Ordens. Batalha.
Riu-se.
Não. Não havia sido uma batalha, mas sim uma carnificina.
Escolheu uma pedra e sentou-se. Encostou delicadamente a sua arma à pedra e retirou o capacete.
- Meu comandante? – perguntou o rapaz, visivelmente confuso.
A sua face pintada de vermelho ergueu-se e contemplou o rapaz, como se fosse a primeira vez.
- Rapaz, não acabaste de ganhar uma guerra?
- Sim.
- E então? O que faz um homem após ganhar uma guerra?
As suas perguntas não faziam sentido ao rapaz. Colocara-o numa posição desconfortável.
- Então rapaz, responde. O que faz um homem após ganhar uma guerra?
- F…Festeja.
- Ah bom! Assim já nos entendemos. E porque esperas?
- Meu comandante?
- Vai. Junta-te aos teus companheiros e espera lá por mim.
Sentiu sair alguma da tensão do corpo franzino do rapaz.
- E o senhor?
- E eu? Boa pergunta. O que faço eu após ganhar uma guerra? – E suspendeu o seu discurso.
O rapaz esperou pela resposta. Ficara inquieto com toda a conversa. Este não era o homem gigantesco e poderoso que vira horas antes. Quem estava à sua frente era um outro homem, que lhe era totalmente desconhecido. Após longos segundos, interpretou o silêncio como uma dispensa e foi-se embora.
O homem, sentado na pedra, que não era mais do que um destroço de um dos prédios que havia ruído, olhou em redor.
O cenário era apocalíptico. Estava no centro daquilo que fora até algumas horas atrás, uma próspera cidade. Uma densa floresta de edifícios circundava-o. Violentas chamas irrompiam das enormes janelas. Enormes crateras polvilhavam o chão. Ao longe, à sombra do enorme sol vermelho, empilhavam corpos. Caos e destruição.
Inimigos. Tiveram o que mereceram.
Levantou as mãos até ao seu olhar. Retirou as luvas. Pareciam escaldar.
E observou as suas mãos.
O que fizera com as suas mãos? O que fizera de si próprio? Em quem se tornara?
Se o rapaz tivesse esperado um pouco mais, poderia ter-lhe dito o que é que ele fazia após ganhar uma guerra.
Pensava. Reflectia. Pois era só nesse momento que permitia que fosse contaminado pelo que emanava da sua consciência. Era só naquele momento que deixava entrar um turbilhão de emoções e pensamentos que lhe eram estranhos. Era só naquele momento que reconhecia os seus pecados, perante os seus fantasmas, perante a sua consciência.
És um homem e dos bons se o quiseres ser. – dissera a sua consciência, com longos cabelos negros e maravilhosas formas de mulher. – Mas a morte perturba-te. Irrita-te. Cega-te.
- Não tenho medo da morte. – respondera-lhe, nesse mesmo dia. Já sabia que iria partir para a guerra. – Nem tenho receio em matar. – acrescentou, com fria convicção. - Para descobrir o que é a morte, preciso matar.
Recordou as palavras da sua consciência, na forma daquela menina-mulher que deixava há tantos anos. Só nestes momentos permitia-se recordar.
- És um líder de homens mas também és o seu assassino. Leva-los até à sua destruição. Como consegues viver com isso? Conheces as mil caras da morte mas já conseguiste encontrar aquilo que procuras?
Um silêncio atroz invadiu os seus sentidos.
Inquieto, levantou-se num ápice. O coração pela primeira vez, após décadas, bateu mais forte. Começou a caminhar. Não. A caminhar não. Antes a vaguear pelas ruas destroçadas, por entre prédios desventrados, por entre carros dilacerados. Os enormes incêndios já haviam consumido tanto.
Subitamente susteve a respiração. Uma pequena casa capturou o seu interesse, e sem dar conta, entrou. O negro e o cheiro intenso invadiu-o.
Parou à entrada de uma pequena sala. Pouco conseguiu definir no seu interior, a não ser duas negras sombras, sentadas, naquilo que parecia ter sido um sofá. Os seus corpos estavam irreconhecíveis mas as suas mãos estavam unidas.
E assim ficaram para a eternidade, num momento imortalizado pela devastação.
O que é a morte?
E ali, ao ver dois resultados das suas próprias acções, teve enfim a sua resposta.
O que é a morte?
Um sono.
Um fogo, ao se alimentar apenas do sono da vida, tem de deixar para trás apenas o sono da morte.
O que é a morte?
Um sono eterno. Um silêncio devastador.
Era um líder. Era um líder para os homens.
Mas era apenas um homem.
E, naquele momento, tudo lhe pareceu demasiado absurdo. Sentiu-se subitamente pesado. A farda, outrora nova e resplandecente com as insígnias douradas, era agora um conjunto de trapos, velhos e sujos, salpicados de sangue.
E inalou profundamente.
O cheiro a corpos carbonizados e a sangue era familiar. Mas tal não significava que já se habituara àquele cheiro decrépito da decadência humana.
Ouviu passos hesitantes. Nem se importou em erguer a sua cabeça. Toda aquela rotina hierárquica era demasiado extenuante naquele momento.
- Meu comandante.
- Diz rapaz.
- Aguardamos ordens.
- Ordens? – perguntou numa voz quase apagada longe daquela voz profunda e corajosa que utilizara aquando no início da batalha.
Ordens. Batalha.
Riu-se.
Não. Não havia sido uma batalha, mas sim uma carnificina.
Escolheu uma pedra e sentou-se. Encostou delicadamente a sua arma à pedra e retirou o capacete.
- Meu comandante? – perguntou o rapaz, visivelmente confuso.
A sua face pintada de vermelho ergueu-se e contemplou o rapaz, como se fosse a primeira vez.
- Rapaz, não acabaste de ganhar uma guerra?
- Sim.
- E então? O que faz um homem após ganhar uma guerra?
As suas perguntas não faziam sentido ao rapaz. Colocara-o numa posição desconfortável.
- Então rapaz, responde. O que faz um homem após ganhar uma guerra?
- F…Festeja.
- Ah bom! Assim já nos entendemos. E porque esperas?
- Meu comandante?
- Vai. Junta-te aos teus companheiros e espera lá por mim.
Sentiu sair alguma da tensão do corpo franzino do rapaz.
- E o senhor?
- E eu? Boa pergunta. O que faço eu após ganhar uma guerra? – E suspendeu o seu discurso.
O rapaz esperou pela resposta. Ficara inquieto com toda a conversa. Este não era o homem gigantesco e poderoso que vira horas antes. Quem estava à sua frente era um outro homem, que lhe era totalmente desconhecido. Após longos segundos, interpretou o silêncio como uma dispensa e foi-se embora.
O homem, sentado na pedra, que não era mais do que um destroço de um dos prédios que havia ruído, olhou em redor.
O cenário era apocalíptico. Estava no centro daquilo que fora até algumas horas atrás, uma próspera cidade. Uma densa floresta de edifícios circundava-o. Violentas chamas irrompiam das enormes janelas. Enormes crateras polvilhavam o chão. Ao longe, à sombra do enorme sol vermelho, empilhavam corpos. Caos e destruição.
Inimigos. Tiveram o que mereceram.
Levantou as mãos até ao seu olhar. Retirou as luvas. Pareciam escaldar.
E observou as suas mãos.
O que fizera com as suas mãos? O que fizera de si próprio? Em quem se tornara?
Se o rapaz tivesse esperado um pouco mais, poderia ter-lhe dito o que é que ele fazia após ganhar uma guerra.
Pensava. Reflectia. Pois era só nesse momento que permitia que fosse contaminado pelo que emanava da sua consciência. Era só naquele momento que deixava entrar um turbilhão de emoções e pensamentos que lhe eram estranhos. Era só naquele momento que reconhecia os seus pecados, perante os seus fantasmas, perante a sua consciência.
És um homem e dos bons se o quiseres ser. – dissera a sua consciência, com longos cabelos negros e maravilhosas formas de mulher. – Mas a morte perturba-te. Irrita-te. Cega-te.
- Não tenho medo da morte. – respondera-lhe, nesse mesmo dia. Já sabia que iria partir para a guerra. – Nem tenho receio em matar. – acrescentou, com fria convicção. - Para descobrir o que é a morte, preciso matar.
Recordou as palavras da sua consciência, na forma daquela menina-mulher que deixava há tantos anos. Só nestes momentos permitia-se recordar.
- És um líder de homens mas também és o seu assassino. Leva-los até à sua destruição. Como consegues viver com isso? Conheces as mil caras da morte mas já conseguiste encontrar aquilo que procuras?
Um silêncio atroz invadiu os seus sentidos.
Inquieto, levantou-se num ápice. O coração pela primeira vez, após décadas, bateu mais forte. Começou a caminhar. Não. A caminhar não. Antes a vaguear pelas ruas destroçadas, por entre prédios desventrados, por entre carros dilacerados. Os enormes incêndios já haviam consumido tanto.
Subitamente susteve a respiração. Uma pequena casa capturou o seu interesse, e sem dar conta, entrou. O negro e o cheiro intenso invadiu-o.
Parou à entrada de uma pequena sala. Pouco conseguiu definir no seu interior, a não ser duas negras sombras, sentadas, naquilo que parecia ter sido um sofá. Os seus corpos estavam irreconhecíveis mas as suas mãos estavam unidas.
E assim ficaram para a eternidade, num momento imortalizado pela devastação.
O que é a morte?
E ali, ao ver dois resultados das suas próprias acções, teve enfim a sua resposta.
O que é a morte?
Um sono.
Um fogo, ao se alimentar apenas do sono da vida, tem de deixar para trás apenas o sono da morte.
O que é a morte?
Um sono eterno. Um silêncio devastador.
Monday, July 20, 2009
Exercício N.º 3
O Conflito
- Tenho um problema. Preciso de ti. – E desligou.
A sua voz atordoou-me. Olhei para o telefone sem fios. O insistente beep da chamada desligada era agora a minha resposta.
Tinha um problema. Que problema poderia ele ter?
Ele. Uma rocha perante um mar revolto, sem medo de ninguém. Que problema poderia ter?
Pousei o telefone no balcão de mármore escuro da cozinha. O calor da tarde que, até então não me incomodava, passou a sufocar-me.
Tenho um problema. Preciso de ti.
Deambulei até ao enorme sofá branco. Naquele momento, o meu T0 pareceu-me enorme e avassalador. Olhei para mim. As largas calças cinzentas haviam perdido a batalha com o molho de tomate do almoço. O pequeno top da mesma cor não estava em melhores condições. Suspirei e cobri os olhos com as mãos ásperas. Não estava à espera de receber alguém. Aliás, odiava que me incomodassem no meu pequeno paraíso. E ele sabia disso muito bem.
Fechei os olhos. Quase que podia adivinhar a chegada eminente de uma enorme dor de cabeça. Todos me pediam para resolver problemas. Era a minha função.
Mas ele não.
Não ele.
Não era suposto ser assim.
O acordo entre nós era simples. Não eram precisos rótulos ou outras complicações. Entendíamo-nos muito bem. Era uma amizade. Eu falava e ele ouvia.
Tinha-lhe perguntado imensas vezes porque era assim a nossa relação. Apenas respondia que não precisava de falar, ao invés de mim. Lembro-me de ter sorrido e agradecido a amizade pela milésima vez.
A campainha tocou. O barulho era tremendo. Detestava-a mas a verdade é que não conseguia desfazer-me dela.
Levantei-me e caminhei até à porta. Notei que suava. Que estranho. As mãos tremiam. O que era feito da minha coragem? Abri a porta.
E lá estava ele. Aquela sombra enorme que ocupava o pequeno corredor.
Ergui os olhos, procurava algo no seu rosto que me ajudasse a entender o que se passava.
As últimas semanas tinham sido cruéis. Já se notava. Não cortara o cabelo. Anéis negros de cabelos cobriam os seus olhos verdes.
Nunca era possível identificar uma emoção ou um sentimento no seu rosto. E continuava a não vislumbrar nada mas os seus ombros diziam-me uma história completamente diferente.
- Entra. – disse, numa voz calma.
Permiti a entrada daquela enorme sombra no meu espaço e senti a luz desaparecer.
Fechei a porta, por detrás dele.
Vi-o a caminhar para o sofá. Sentou-se.
Fiz o mesmo e esperei.
- O que é que estamos a fazer? – perguntou, por fim.
- Desculpa, mas não percebi. – respondi, num tom de voz neutro. Sabia que mentia mas não valia a pena continuar.
Riu-se. E olhou para o tecto imaculadamente branco.
- Sempre me mentiste muito mal. Existe uma tensão entre nós. Isso é claro. E tu sabes disso muito bem. Acho que não estás tão à-vontade comigo como aquilo que me fazes crer.
Levantei-me do sofá e abri uma janela. A brisa fresca do final de tarde invadiu o espaço.
- Porque razão te lembraste disso agora? – perguntei, quando finalmente tive coragem de o encarar. – Nunca fiz nada ou nunca sequer te disse nada que te fizesse acreditar que eu…
- Não. – interrompeu – isso é bem verdade. A culpa é minha. Devia ter analisado melhor a nossa relação. Mas… infelizmente tenho tido demasiado tempo para pensar, nos últimos dias.
Sim. Finalmente entendia de onde vinha esta necessidade de repensar a nossa relação. As últimas semanas tinham sido agressivas, entre constantes viagens ao hospital, desespero e angústia. A sua mãe estava a morrer e ele, por fim, tivera a oportunidade de reflectir sobre a vida.
A pergunta estava na ponta da língua. Queria tanto saber como estava a mãe dele.
Mas a sua teimosia acautelou-me.
Ansiedade estava lentamente a apoderar-se dos meus sentidos. Queria escapar.
- Não faças isso. Estás demasiado emotivo para pensar sequer, de forma racional. Agora, se não te importas, pedia-te para saíres. Tenho coisas para fazer. – e ao dizer estas palavras penosas, corri para a porta e abri-a. Acreditei que poderia ser forte.
Segundo depois os seus passos pesados ecoaram no apartamento.
Subitamente, o chão de madeira envernizada pareceu-me tão interessante. Ansiava apenas pelo momento em que a sombra saísse do meu espaço.
Os passos sustiveram-se a um passo de mim. Uma mão grossa empurrou bruscamente a porta, fechando-a com um estrondo.
Assustei-me.
Algo dentro de mim quebrou.
Vi que perdera e a sombra apoderou-se de mim.
- Tenho um problema. Preciso de ti. – E desligou.
A sua voz atordoou-me. Olhei para o telefone sem fios. O insistente beep da chamada desligada era agora a minha resposta.
Tinha um problema. Que problema poderia ele ter?
Ele. Uma rocha perante um mar revolto, sem medo de ninguém. Que problema poderia ter?
Pousei o telefone no balcão de mármore escuro da cozinha. O calor da tarde que, até então não me incomodava, passou a sufocar-me.
Tenho um problema. Preciso de ti.
Deambulei até ao enorme sofá branco. Naquele momento, o meu T0 pareceu-me enorme e avassalador. Olhei para mim. As largas calças cinzentas haviam perdido a batalha com o molho de tomate do almoço. O pequeno top da mesma cor não estava em melhores condições. Suspirei e cobri os olhos com as mãos ásperas. Não estava à espera de receber alguém. Aliás, odiava que me incomodassem no meu pequeno paraíso. E ele sabia disso muito bem.
Fechei os olhos. Quase que podia adivinhar a chegada eminente de uma enorme dor de cabeça. Todos me pediam para resolver problemas. Era a minha função.
Mas ele não.
Não ele.
Não era suposto ser assim.
O acordo entre nós era simples. Não eram precisos rótulos ou outras complicações. Entendíamo-nos muito bem. Era uma amizade. Eu falava e ele ouvia.
Tinha-lhe perguntado imensas vezes porque era assim a nossa relação. Apenas respondia que não precisava de falar, ao invés de mim. Lembro-me de ter sorrido e agradecido a amizade pela milésima vez.
A campainha tocou. O barulho era tremendo. Detestava-a mas a verdade é que não conseguia desfazer-me dela.
Levantei-me e caminhei até à porta. Notei que suava. Que estranho. As mãos tremiam. O que era feito da minha coragem? Abri a porta.
E lá estava ele. Aquela sombra enorme que ocupava o pequeno corredor.
Ergui os olhos, procurava algo no seu rosto que me ajudasse a entender o que se passava.
As últimas semanas tinham sido cruéis. Já se notava. Não cortara o cabelo. Anéis negros de cabelos cobriam os seus olhos verdes.
Nunca era possível identificar uma emoção ou um sentimento no seu rosto. E continuava a não vislumbrar nada mas os seus ombros diziam-me uma história completamente diferente.
- Entra. – disse, numa voz calma.
Permiti a entrada daquela enorme sombra no meu espaço e senti a luz desaparecer.
Fechei a porta, por detrás dele.
Vi-o a caminhar para o sofá. Sentou-se.
Fiz o mesmo e esperei.
- O que é que estamos a fazer? – perguntou, por fim.
- Desculpa, mas não percebi. – respondi, num tom de voz neutro. Sabia que mentia mas não valia a pena continuar.
Riu-se. E olhou para o tecto imaculadamente branco.
- Sempre me mentiste muito mal. Existe uma tensão entre nós. Isso é claro. E tu sabes disso muito bem. Acho que não estás tão à-vontade comigo como aquilo que me fazes crer.
Levantei-me do sofá e abri uma janela. A brisa fresca do final de tarde invadiu o espaço.
- Porque razão te lembraste disso agora? – perguntei, quando finalmente tive coragem de o encarar. – Nunca fiz nada ou nunca sequer te disse nada que te fizesse acreditar que eu…
- Não. – interrompeu – isso é bem verdade. A culpa é minha. Devia ter analisado melhor a nossa relação. Mas… infelizmente tenho tido demasiado tempo para pensar, nos últimos dias.
Sim. Finalmente entendia de onde vinha esta necessidade de repensar a nossa relação. As últimas semanas tinham sido agressivas, entre constantes viagens ao hospital, desespero e angústia. A sua mãe estava a morrer e ele, por fim, tivera a oportunidade de reflectir sobre a vida.
A pergunta estava na ponta da língua. Queria tanto saber como estava a mãe dele.
Mas a sua teimosia acautelou-me.
Ansiedade estava lentamente a apoderar-se dos meus sentidos. Queria escapar.
- Não faças isso. Estás demasiado emotivo para pensar sequer, de forma racional. Agora, se não te importas, pedia-te para saíres. Tenho coisas para fazer. – e ao dizer estas palavras penosas, corri para a porta e abri-a. Acreditei que poderia ser forte.
Segundo depois os seus passos pesados ecoaram no apartamento.
Subitamente, o chão de madeira envernizada pareceu-me tão interessante. Ansiava apenas pelo momento em que a sombra saísse do meu espaço.
Os passos sustiveram-se a um passo de mim. Uma mão grossa empurrou bruscamente a porta, fechando-a com um estrondo.
Assustei-me.
Algo dentro de mim quebrou.
Vi que perdera e a sombra apoderou-se de mim.
Saturday, July 18, 2009
Exercício N.º2
Excerto do imaginário subjectivo e emotivo reescrito segundo o imaginário da acção.
Devia preparava-se para dormir. Mas a sua mente não o permitia.
No quarto escuro, sombras das luzes exteriores salpicavam o tecto. Sentou-se no cadeirão envelhecido e suspirou. Retirou tabaco no estojo e enrolou vagarosamente um cigarro. Procurou, no bolso do peito do casaco pelos fósforos. Acendeu o cigarro e baixou a cabeça.
Sentiu-se profundamente fatigado naquele momento. Sentiu-se como se já tivesse vivido toda a sua vida e que se aproximava dos seus últimos tempos.
Sorriu por fim e pensou: Não, não era cansaço.
Tratava-se de uma quantidade de acontecimentos, vivências e experiências que se iam acumulando mas não, não era cansaço.
Um tímido toque na porta fê-lo regressar dos seus pensamentos.
- Entre.
Era a velha matriarca, que avançava no quarto escuro o quanto as suas pesadas pernas permitiam. Segurava uma vela.
- Foi assim tão difícil? – perguntou, a sua voz mais roca do que se lembrava.
Ele suspirou novamente e, do fundo do seu cadeirão, gesticulou em direcção à cama, para ela se sentar. A velha senhora declinou e manteve a sua posição, no centro do quarto.
- Estou cansado. – disse, por fim, na tentativa de terminar a conversa rapidamente.
Os olhos da velha senhora brilharam, por instantes, antes de se aproximar do cadeirão.
- Cansado? Não. Parece-me que não.
Pouca coisa poderia esconder à velha senhora. Levantou-se e refugiou-se ao pé da enorme estante de livros.
- Desilusão, então. É esse o termo que prefere? É uma enorme desilusão que contamina os todos os meus pensamentos…
Calou-se. Inalou novamente o fumo negro do cigarro. Olhou lá para fora. A cidade dormia. Era uma boa altura para sair novamente.
Olhou para a velha senhora novamente. Esta permanecia imóvel. Tinha de tentar tranquilizá-la, mesmo que isso significasse partilhar os seus maiores receios.
Avançou para ela e tomou os seus frágeis ombros. Pediu, sem palavras, que fixasse o seu olhar no seu.
- Tudo me é tão estranho. – disse, por fim – É como se fosse um domingo às avessas. E estes acontecimentos conduzem a estes pensamentos… - suspendeu-se, como se procurasse as palavras – a esta espécie de pensar… Como posso fazê-la compreender?
Largou os ombros da velha senhora e caminhou até à porta do quarto. A sua mão agarrou no manípulo e deteve-se. Inalou novamente o cigarro e sorriu genuinamente, pela primeira vez naquela noite.
- É como se tratasse de um feriado no abismo. Não há outra forma de descrever aquilo que sinto… Ou aquilo que penso que sinto…
Abriu a porta e saiu do quarto.
Devia preparava-se para dormir. Mas a sua mente não o permitia.
No quarto escuro, sombras das luzes exteriores salpicavam o tecto. Sentou-se no cadeirão envelhecido e suspirou. Retirou tabaco no estojo e enrolou vagarosamente um cigarro. Procurou, no bolso do peito do casaco pelos fósforos. Acendeu o cigarro e baixou a cabeça.
Sentiu-se profundamente fatigado naquele momento. Sentiu-se como se já tivesse vivido toda a sua vida e que se aproximava dos seus últimos tempos.
Sorriu por fim e pensou: Não, não era cansaço.
Tratava-se de uma quantidade de acontecimentos, vivências e experiências que se iam acumulando mas não, não era cansaço.
Um tímido toque na porta fê-lo regressar dos seus pensamentos.
- Entre.
Era a velha matriarca, que avançava no quarto escuro o quanto as suas pesadas pernas permitiam. Segurava uma vela.
- Foi assim tão difícil? – perguntou, a sua voz mais roca do que se lembrava.
Ele suspirou novamente e, do fundo do seu cadeirão, gesticulou em direcção à cama, para ela se sentar. A velha senhora declinou e manteve a sua posição, no centro do quarto.
- Estou cansado. – disse, por fim, na tentativa de terminar a conversa rapidamente.
Os olhos da velha senhora brilharam, por instantes, antes de se aproximar do cadeirão.
- Cansado? Não. Parece-me que não.
Pouca coisa poderia esconder à velha senhora. Levantou-se e refugiou-se ao pé da enorme estante de livros.
- Desilusão, então. É esse o termo que prefere? É uma enorme desilusão que contamina os todos os meus pensamentos…
Calou-se. Inalou novamente o fumo negro do cigarro. Olhou lá para fora. A cidade dormia. Era uma boa altura para sair novamente.
Olhou para a velha senhora novamente. Esta permanecia imóvel. Tinha de tentar tranquilizá-la, mesmo que isso significasse partilhar os seus maiores receios.
Avançou para ela e tomou os seus frágeis ombros. Pediu, sem palavras, que fixasse o seu olhar no seu.
- Tudo me é tão estranho. – disse, por fim – É como se fosse um domingo às avessas. E estes acontecimentos conduzem a estes pensamentos… - suspendeu-se, como se procurasse as palavras – a esta espécie de pensar… Como posso fazê-la compreender?
Largou os ombros da velha senhora e caminhou até à porta do quarto. A sua mão agarrou no manípulo e deteve-se. Inalou novamente o cigarro e sorriu genuinamente, pela primeira vez naquela noite.
- É como se tratasse de um feriado no abismo. Não há outra forma de descrever aquilo que sinto… Ou aquilo que penso que sinto…
Abriu a porta e saiu do quarto.
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